Wednesday, April 30, 2008

Ana Rita Calmeiro (1977)


Luis Lobo Henriques


Vivo sobre um fio de aranha esticado entre dois mundos paralelos.
Sou esse fio nesse lar de mentira passo os dias entre o presente e o futuro condicional do verbo maior de todos
O verbo que a morte não conjuga.
Eu conjugo.
O verbo que me quer fazer um filho sem pecado, de todos os meus filhos o mais amado.
O filho sonho.
Vivo este fio mentira caverna sombra esta lama esta luta esta lâmina aos pulsos da coragem tatuada.
Tudo por um grito em que me evada sem a dor que me resta em cada cicatriz.

Levo a minha fauna para a terra dos sonhos. Onde não se coma poesia não posso ser feliz.


Vivo sobre um fio…,  de Luminária, Alma Azul, 2002
                                                   

Posted by nadir at 16:55:26 | Permanent Link | Comments (2) |
Comments
1 - A Natália também não seria...nem TU nem eu, essencialmente, através de TI!



Que pelo menos o sonho se mantenha no fim-de-semana que se aproxima, m.m.

abracinho poético
blue (Comment this)

Written by: blue at 2008/04/30 - 18:42:19
profile
2 - ninguém seria, nem mesmo aqueles, que ainda o não perceberam.
as tuas palavras trouxeram-me alimento, mais uma vez.

abraço grande, bordado a poesia

m.m. (Comment this)

Written by: nadir at 2008/05/02 - 08:50:51
Write a comment