Ana Rita Calmeiro (1977)

Luis Lobo Henriques
Vivo sobre um fio de aranha esticado entre dois mundos paralelos.
Sou esse fio nesse lar de mentira passo os dias entre o presente e o futuro condicional do verbo maior de todos
O verbo que a morte não conjuga.
Eu conjugo.
O verbo que me quer fazer um filho sem pecado, de todos os meus filhos o mais amado.
O filho sonho.
Vivo este fio mentira caverna sombra esta lama esta luta esta lâmina aos pulsos da coragem tatuada.
Tudo por um grito em que me evada sem a dor que me resta em cada cicatriz.
Sou esse fio nesse lar de mentira passo os dias entre o presente e o futuro condicional do verbo maior de todos
O verbo que a morte não conjuga.
Eu conjugo.
O verbo que me quer fazer um filho sem pecado, de todos os meus filhos o mais amado.
O filho sonho.
Vivo este fio mentira caverna sombra esta lama esta luta esta lâmina aos pulsos da coragem tatuada.
Tudo por um grito em que me evada sem a dor que me resta em cada cicatriz.
Levo a minha fauna para a terra dos sonhos. Onde não se coma poesia não posso ser feliz.
Vivo sobre um fio…, de Luminária, Alma Azul, 2002


Que pelo menos o sonho se mantenha no fim-de-semana que se aproxima, m.m.
abracinho poético
blue (Comment this)
as tuas palavras trouxeram-me alimento, mais uma vez.
abraço grande, bordado a poesia
m.m. (Comment this)